quarta-feira, setembro 24, 2008
domingo, setembro 21, 2008
O tempo que é ingrato, passa. E as construções sólidas, que pareciam fortes e determinantes, se perdem nessa rapidez de um tempo que não permite mais que exista essa força. Quando tudo tem que ser maleável, aquilo que é rígido, destrói.
E quando destrói o que grande, tudo desmorona.
Desmoronam as certezas, desmoronam os sentimentos, desmorona a confiança, a verdade, a sinceridade e o amor que dava vida. Desmorona o amor que dava a vida. Desmorona a vida, que era vida pelo amor. Por que é que eu te machuquei tanto? Não sabe, não sei. Não saberemos nunca. Acontece que agora a gente não pode mais seguir de mão dada. Minha mão machuca a sua. A minha mão é grande demais pra você.
E como é que eu vou? Ela não soube dizer.
Agora elas andam lado a lado, cada uma de um canto da avenida, cuidando de um caminho, que poderia ser o mesmo.
sábado, setembro 20, 2008
segunda-feira, setembro 15, 2008
quarta-feira, setembro 10, 2008
www.ambidestria.wordpress.com
coluna Arranhando Pétalas.
domingo, setembro 07, 2008
Ele tinha um violão, e eu nem ritmo tinha.
em um dos dias em que eu não consegui dizer bom dia ele me olhou fundo e disse 'é verdade que você escreve músicas?'
eu não escrevia músicas, era só um amontoado de palavras que juntas eram melhores que separadas. Mas eu só consegui dizer: sim!
Escreve uma pra mim! ele me disse, e eu sem coragem de dizer que não conseguiria sugeri 'a gente não tem papel aqui'
Ele abriu um sorriso. o sorriso mais sorriso que eu conhecia. Abriu os braços também e me falou 'escreve nos meus braços'
Nunca tinha visto aquilo de escrever na pele o que tinha que estar no papel. Escrevi um poema que tinha feito por causa dele, meio tremendo, de encostar naquela pele.
ele pegou o violão, e sem tirar os olhos da minha letra em seus braços...cantou o meu poema.
minhas palavras só tinham vida naquela voz. naqueles braços. no seu corpo.
terça-feira, agosto 26, 2008
domingo, agosto 17, 2008
era tanto ciúme que eu cansei, e fiquei só com a saudade.
sábado, agosto 09, 2008
eu vendo meu peixe, mesmo.
entraí. E se não quiser ler a minha coluna, tem outras milhares que valem MUITO a pena.
Hoje eu tive nojo dele. Eu tive nojo de um pedaço de mim. Eu tive nojo do meu amor. Meus deus, você me dizia e eu sabia que era tudo verdade, eu sabia que aquele braço que eu olhava e era tão lindo, estava podre por dentro. Quanto tempo eu passei sem acreditar?
Um dia, quem sabe eu encontro outro braço. Mais forte, mais meu. Um dia. Enquanto isso eu vou sem braço, apoiando em você.
[escrito entre algumas lágrimas e muitas cervejas, pra uma mulher que a gente se apaixona todo dia. Cláudia.]
quinta-feira, julho 31, 2008
- Alô? Meu senhor,estou ligando para informar que houve um erro no envio da minha correspondência. Sim, está com o meu nome, mas o conteúdo não é referente ao meu pedido. Sim, meu senhor, já fiz o depósito de pagamento e tenho comprovante aqui comigo. Não, eu não-vou-estar-aguardando retorno algum, eu quero resolver agora meu problema, esse não foi o modelo que eu pedi. Não, não é meu número. É claro que é bonito, meu senhor, mas não se adapta a minha rotina e, infelizmente não supri as minhas necessidades. Ok, pode repassar.
- Oi. Qual o problema? Como assim qual o problema? Estou há mais de vinte minutos esperando que alguém resolva o meu problema e vem a senhorita me perguntar qual é o meu problema. Tudo bem, eu me acalmo. Ouça, o problema é que encomendei um amor pra mim, e mandaram o modelo errado, eu gostaria de trocar. Como assim não aceita trocas? Mas ele não se adapta a mim.
Maldito telemarketing, mandaram eu me adaptar a ele.
quarta-feira, julho 30, 2008
mas passa...
O dia que eu deixar de ser impotente diante dos seus problemas, eu vou sentir essas dores, todas juntas, talvez, e nem vou notar. Porque a maior dor do mundo, eu to sentindo agora; te decepcionar.
Justo você que não vê meus defeitos, que me acha sempre linda, que diz que eu sou a mais inteligente, que me deu uma camiseta escrito isso. Você que derrete com qualquer olharzinho meu e faz o que eu quero só pra me ver dar um sorriso.
I´m sorry dad, eu sou fraca.
segunda-feira, julho 28, 2008
Eu tenho vontade de explicar tanta coisa e não consigo. Ontem sonhei com você. Seus olhos não abriam, amor. Eu não entendi. Sonho tem dessas coisas de deixar a gente confuso, querendo achar um motivo pra tudo. Tua boca, amor, não falava. E eu sorria, te beijava os lábios que sequer se mexiam. Eu não entendi. Tuas mãos escorregavam das minhas, por mais força que eu colocasse pra segurar. Elas tavam tão frias, as tuas mãos que sempre me esquentaram. Amor, eu sonhei que você caia do meu abraço, e eu não entendia porque você preferia ficar ali deitado no chão, se meu colchão sempre tinha espaço pra você. Eu comecei a chorar, amor, e você nem ligou, nem se mexeu da posição que estava. Eu gritei, te chamei de egoísta disse aquelas coisas que a raiva diz quando fala pela gente. Mas eu me arrependi na hora, como eu sempre me arrependo. Escorreguei pro teu lado e te abracei. Juro que no meu sonho te ouvi dizer 'ta tudo bem'. Mas sonho, ah...sonho tem dessas coisas de agradar a gente às vezes.
Amor, eu ontem sonhei com você. Eu ontem quis que você não tivesse ido embora. Ontem eu quis que você abrisse os olhos, que você falasse. Ontem eu sonhei com você e quis, mais que tudo que um dia eu já quis, que você voltasse. não só em sonho.
domingo, julho 27, 2008
Agora meus olhos discutem com as lentes dos óculos, que cansaram de ficarem molhadas, sujas da maquiagem que você dizia que não combina com meu rosto. Mas o que eu vou fazer?
Eu vou continuar me maquiando, vou continuar chorando e sujando o rosto. Vou continuar dizendo que o whisky tá aguado, pedir pra fazer sem gelo e ouvir: esse whisky só será menos aguado quando você parar de chorar em cima dele.
sábado, julho 19, 2008
Quem será que entregava as latinhas naquela caixa? um homem pequenininho que pegava a moedinha lá em cima, descia um corredor e entregava a latinha...
E paixão, quem será que coloca paixão no coração da gente? Deve ser um homem pequenininho que entra lá e coloca paixão no coração da gente...
Ela cresceu, até hoje não sabe quem foi que pintou o semáforo que fez aquele carro bater e matou tanta gente bonita. Que homenzinho mal. Ela ainda não sabe porque o homenzinho devolveu a moeda sem dar uma coca, naquele dia que ela tava com tanta sede.
Ela não sabe porque o homenzinho colocou paixão no coração dela. Paixão, ela acha, é sempre um pozinho em duas caixinhas. Uma caixinha fica no coração dela...outro pozinho, da outra caixinha, vai ficar no coração dele. O homenzinho, tão cruel, colocou todo pó no coraçao dela. Ela empoeirada de paixão. E ele limpo.
Depois de grande, entendeu que o semáforo não tinha culpa nenhuma quando o carro batia, e também que não tinha nenhum homenzinho pintando nem acendendo luz. Entendeu que se não tinha coca naquela caixa não é porque o homenzinho bebeu tudo, era só porque tinha acabado.
E a paixão? a paixão não é um pozinho que fica no coração da gente. Isso ela ainda não entendeu. Mas já sabe que a culpa não é do homenzinho. Paixão vem, vai. Coisa até de um dia. E se for pra botar a culpa em alguém, que se coloque em outro homenzinho. Um que era tudo, menos pequeno.
domingo, julho 13, 2008
'me aqueça, me vira de ponta cabeça. me faz de gato e sapato. ah...me deixa de quatro no ato. me enche de amor.'
sexta-feira, julho 11, 2008
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Oi, to ligando pra dizer que agora você já pode parar de tentar se importar. Eu to indo embora mesmo, eu, justo eu que tinha decidido ficar. Não, você continua lindo, eu continuo querendo continuar em você, mas é dessas decisões que a vida obriga a gente a tomar. Quando a despedida é rápida, dói menos. Quando a gente se despede do que nunca foi, dói menos. Há pouco eu tinha te prometido, sem você pedir, que de agora em diante eu seria mais eu, e agora eu falaria...mas a voz que tinha resolvido falar agora se arrepende:
eu não digo mais nada.
quinta-feira, julho 10, 2008
Uma surpresa a saudade que tenho de quando ficávamos unidos. Nós, que sempre estivemos separados. Incrível como ecoa bem o meu gemido nesse teu ouvido de homem calado. Ainda me constrange o teu grito, e o jeito que me tratou. Me constrange a ponto de deixar trêmulas as mãos que você sujou. Eu me fiz submissa e já não posso olhar pra trás. Você me prendeu a cabeça, dizendo: esqueça, eu não paro mais. A minha dor eu senti silenciosa. O teu prazer foi todo teu. Hoje, que me faço saudosa, você já te esqueceu. Agora você mantém o silêncio e me comove seu sorriso rude. Agora eu volto pedindo quietinha: por favor, não mude!
quarta-feira, julho 09, 2008
Quando você for apaixonada por mim, eu vou te contar um segredo, te levar pra passear, te acordar com beijo, café e flor. Quando você for apaixonada por mim vou resgatar o R retroflexo e te chamar de meu amorrrr. No dia que você se apaixonar eu vou te pedir em namoro e dar uma rosa roubada. Quando você for apaixonada por mim vou te cantar ‘minha namorada’. Quando você for apaixonada por mim te levo pro cinema pra ver um filme romântico. Quando você for apaixonada por mim te escrevo bilhete até