sábado, abril 11, 2009

Esse texto foi feito para um menino e uma menina,
que deixam meus dias aqui menos frios...
A menina de quem eu falo tinha no nome aquilo que ia ser uma sina, bela. O menino, até onde se sabe, levava no nome a incógnita: rico? Ninguém aqui falou de dinheiro.
Ele tinha uma riqueza qualquer que quase soterrava o corpo todo. Ele se afogava na própria alma que ele não sabia conduzir, ficavam só os cabelos loiros a voar. Recém fizera dezoito anos e tinha muito sentimento para carregar.
Ela, também muito nova, trazia no rosto um paradoxo: olhos tão fundos que remontariam a uma experiência vinda de não se sabe onde, misturados com um sorriso que era de hoje, que sorria para o agora. Bela tinha tanto medo do futuro, que contava seus dias como alguém que separa minusciosamente o feijão. Um dia bom, um dia ruim.
Ele, ainda sem entender o que é que acontecia, tinha que manter uma imagem, um semblante, ainda que no fundo quisesse dizer para ela…bela, bela…acontece que essa noite, acontece que nessa vida, ele só queria saber dela.
O olho verde ficava ainda mais verde quando ele chegava perto. Ele tinha medo de ser perder naquele verde todo, parecia uma selva imensa. Justo ele, que morou a vida toda na cidade.
Ela vai pedir que ele prometa que vão ficar sempre juntos. Ele vai dizer que não é homem de promessas, mas vai dizer, lá no fundo, onde só ele e seu Deus escutam, que ele tinha feito aquela promessa há dias, enquanto colhia as flores perdidas no verde dos olhos dela.

Um comentário:

Juliana disse...

estava com saudades dos seus textos :D